quarta-feira, 30 de março de 2011

O problema é

Muitos esquecem que as palavras têm poder. Esquecem que são tão poderosas, que podem doer muito mais do que um tapa, ou um tombo. Muitos esquecem que as palavras saem da boca, pairam no ar, e não voltam...
Esquecem também, que de tão rudes as atitudes tomadas, formam feridas dentro que demoram (e muitas vezes ficam ali) para se cicatrizar. Ninguém vê, mais se sente.
É muito fácil jogar meia dúzia de palavras cheias de ódio, o difícil é para quem as ouve, digeri-las e continuar sorrindo, mesmo assim. Aprendi com o tempo, a técnica de sorrir, forjar um sorriso meio-termo e continuar ouvindo o som do silêncio.
O problema é que o automático, às vezes, falha. O sorriso pode se transformar em lágrima, e então, sair do meu controle (...) e quando isso chegar, não estarei mais aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sílabas contidas.

Engasgado como um entulho de palavras na garganta. Oh, tanta coisa pra dizer e sai somente um suspiro desesperado, um olhar atormentado e um quase-sorriso de disfarce.

Tudo está engasgado como um amontoado de dúvidas, pairando sobre minha mente. Queria dizer – mas não posso; não posso e nem quero. Só penso.

Fica aqui meu pseudo-desabafo, já que as palavras insistem em entrar mais a fundo, do que sair por minha boca.

domingo, 20 de março de 2011

Loop infinito

Menosprezo o valor do tempo. Estou ansiosa, inquieta demais para esperar tudo acontecer no seu devido espaço de tempo. Por que não agora?

Rôo minhas unhas, balanço minhas pernas... E o tic-tac não pára. Tempo vai, tempo volta, tempo anda, mas não pára.

Pudera eu ter um acelerador, ou até uma máquina do tempo. Pudera eu controlar a força vital de tudo o que controla o teu mundo. Vem, volta. Vai. Espera.

E o tic-tac não pára.

sábado, 19 de março de 2011

Broken inside

Tá difícil de aguentar. Tenho que admitir a mim mesma que realmente é muito difícil (quase insuportável) a sua ausência. É tudo tão vazio sem teu sorriso. Sem sua voz, sem você.
Não que eu não te tenha - porque eu tenho. Mas fisicamente está tão longe, e agora na madrugada, preciso tanto de você. Eu poderia trocar tudo só para te ter novamente em meus braços, pois eu nunca cansaria de dividir uma vida contigo.
Enquanto isso eu espero, espero...
Me sinto tão machucada por dentro. E você não tem culpa... Eu também não tenho, ninguém tem. Só quero mais de você, quero acordar contigo ao meu lado.
Quero e preciso preencher esse vazio. Falta metade de mim.

Infinito de possibilidades.

Hoje, se eu pudesse escolher qualquer coisa do mundo... Escolheria ser um pássaro. Só para poder voar e sair dessa torturante rotina. Voar tão alto que perderia a vista de qualquer civilização.

Sentir a liberdade do vento tocando meu corpo, sem pedir nada, sem querer nada. Mente vazia, coração aberto... Asas batendo. Então, em meio à maresia, encontrar algum refúgio para me libertar das angustias que me persegue. Tempo de sobra, pensamento em falta.

Gozar da liberdade de um mundo sem regras, ali mesmo, no céu. Eu no eu. Sem plural, sem continuação, sem por que, sem dúvida, sem receio. Sem nada.

Parágrafos (não tão bem) pensados.

Palavras... Palavras... Imensidão de dúvidas. Palavras são tão claras se ditas por sua boca. Mas, ao mesmo tempo são tão cruéis por serem cheias de pontos finais.

Cadê as vírgulas, cadê a continuação? Tudo termina, e assim um novo capítulo começa.

Oh, suas palavras. Palavras duras e doces, palavras infinitas que são gravadas instantaneamente por mim. Daqui a algum tempo, vão sumir e se desintegrar pelo vento. Mas agora, são concretas e fazem parte do meu dia-a-dia.

São só palavras. Mas palavras ditas por ti.

Agridoce.

Temperamento forte, pensamento claro. Julgada por todos – sem ao menos conhecê-la. Onde está essa menina, de temperos e paixões?

Cadê você, menina vestida de pecado, com sabor embaralhado desta nova estação?

Banhaste com sal do mar, cheiro de terra recém-molhada. Brilhante como o reflexo da lua no mar do sul. Cadê você, menina tropical?

Linhas contrárias.

O mundo ao inverso, o ser não-sendo.
Tudo está ao contrário, vejo branco no preto, preto no branco.
Sexta-feira já não parece ser; ta com cara de segunda.
Estranho e confuso. O (in)verso do mundo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

De tanto te querer.

Posso estar rodeada de pessoas, mas nenhuma delas é você. Queria eu poder estar contigo todos os dias, mas não posso. Acho que é pelos tantos “nãos” que a vida me impõe que aprendi a lidar com as limitações.
Aprendi a acordar e não ter você aqui;
Aprendi a sonhar em ter você algum dia – de novo.
Pois posso ter milhões de “nãos”, mas se você aceitar ficar comigo, eu posso enfrentar todos eles. Não sou eu, se não tiver você.
Afinal, sobre o que seriam os meus versos, se não existisse você no meu eu?

(Des)igual.

Na calada da noite, procuro teus olhos.
Tudo tão indiferente, tão igual… Tão monótono. Me falta você.
Luzes piscando (…) inspiro o doce cheiro de nada. Procuro o teu perfume. Mas afinal, cadê você?
Na calada da noite, de ruas tão sozinhas, de ventos tão frios… Eu ouço o teu nome.